domingo, 31 de agosto de 2008

Tarrachas Graf.

Estava pesquisando sobre tarrachas, quando me deparei com esta adorável surpresa!



O preço gira em torno de U$ 800,00. É como o ditado diz: Qualidade tem seu preço!
Clique nas figuras para ler os textos ampliados.

A máquina dos milagres. Plek!


Plek é uma máquina alemã controlada por computador que scaneia o braço dos instrumentos.

O scaneamento gera muitas imagens gráficas, com dados dimensionais extensos, que são passados para um computador, para serem retificados posteriormente. Em outras palavras, ela consegue scanear todo o braço e perceber pequenos problemas na altura dos trastes, erros de boleamento, pestanas e rastilhos com ângulos e marcações erradas e executa o reparo com a precisão espantosa de um CNC. Sem contar que o instrumento fica com uma sonoridade muito melhor. Fenomenal!


video

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

domingo, 24 de agosto de 2008

Construção de tampo duplo


O conceito de instrumentos de tampo duplo não é novo e foi usado em instrumentos clássicos durante mais de dez anos. Sua aplicação para violões de cordas de aço é relativamente recente.

Vários construtores de cordas de aço estão aplicando este tipo de construção agora.

A idéia é fazer um sanduíche composto de 2 tampos standards como abeto vermelho ou cedro e uma combinação aeroespacial chamado Nomex®. Isto é: um favo estrutural feito pela Dupont (http://www.dupont.com/nomex/) e é principalmente conhecido para o uso em roupas à prova de fogo, foi usado também para construções de aeronaves.

Em instrumentos, é usado para reduzir o peso do tampo, mantendo ou aumentando a sua rigidez.
Desde que a estrutura usada tem o formato de um favo de mel, isto resulta em espaço aberto no tampo, onde se dá uma redução de peso.

O prato retém uma diferença de dureza ao longo dos veios da madeira e o som é muito próximo ao de um tampo de madeira sólida.

As vantagens notadas são: uma clareza maior das notas individuais, muito mais sustein, melhor equilibrio e uma projeção melhorada do instrumento.

Um pouco de história

( "O velho guitarrista" de Pablo Picasso)

Um pouco de história
( por Henrique Pinto)

O denvolvimento do violão no Brasil passou por diversas fases que modificaram seu formato, sendo que em cada região houve uma readaptação e transformação, assim surgindo diversas variantes do primitivo instrumento que fora trazido pelos portugueses no século XVI. Neste período, na Europa, o instrumento que mais se assemelhava ao nosso atual violão era a vihuela, que tinha cinco cordas duplas e algumas tinham até seis cordas. Era muito usada nas cortes por músicos cultos, que liam, escreviam, tocavam seus instrumentos e ensinavam música. Neste mesmo período existia o violão de forma ainda primitiva, com quatro cordas e, consequentemente, com limitadas possibilidades composicionais. Junto com a corte portuguesa que veio a se estabelecer no Brasil, a vihuela fez parte do acervo cultural que influenciou a cultura do país recém-conquistado. A vihuela foi se modificando e se transformou na nossa “viola caipira”, com pequenas modificações no formato. Ficou mais “acinturada” e as cordas usadas foram as de aço, resultando numa sonoridade peculiar, quase como um cravo. Esta viola além de servir como instrumento de acompanhamento para cantores, era também instrumento solista, sendo utilizada até hoje com um repertório particular e uma técnica específica.

Com a evolução do violão na Europa, principalmente na Espanha, suas primitivas quatro cordas, passaram a 5 e posteriormente 6, assim ficando definitivamente. A escola violonística tomou forma e surgiram compositores que elaboraram métodos e obras que formaram, com o tempo, a estrutura básica de todo ensino posterior. Os métodos principais que surgiram foram os dos compositores Ferdinando Carulli e Matteu Carcassi, com uma didática utilizada até nossos dias. Este movimento aconteceu no século XVIII e os métodos deles foram trazidos para o Brasil, dando inicio uma primeira fase do estudo sistemático do violão. Como este material era escasso, sua utilização foi dando margem a métodos improvisados e conceitos didáticos particulares, mas, de certa forma, estava implementado o ensino do violão por música no Brasil. Seu conceito não era como o estudo de um instrumento de orquestra ou piano, era marginalizado socialmente e considerado pejorativamente um instrumento de amadores que se tocava nas barbearias e reuniões, sem pretensões artísticas maiores.
No início do século XX, o violonista uruguaio Isaias Sávio, se radicou no Brasil e trouxe consigo todo seu acervo da obra violonística editada na Europa. Além de possuir uma pedagogia mais atualizada, editou pela Ricordi Brasileira uma série de trabalhos que facilitaram ao professor o ensino do violão, estabelecendo certa ordem didática nas obras a serem administradas aos alunos. Isaías Sávio além de sua visão pedagógica foi concertista e viajou por todo Brasil, divulgando o violão com um repertório original, executando obras não só de autores clássicos do instrumento, mas também com obras próprias. Sua Escola Violonística era baseada na “Escola de Francisco Tárrega”, pois toda uma série de exercícios técnicos e didáticos era inspirada na forma como Tárrega pensou que um violonista devesse trabalhar com seu instrumento: escalas, arpejos, ligados, saltos, exercícios de dedos fixos, pestanas e ornamentos, postura das mãos, principalmente a mão direita, que os dedos indicador, médio e anular teriam que formar um ângulo reto com relação às cordas. Assim sendo, a primeira escola que oficializou o aprendizado do violão nos conservatórios como instrumento de concerto, elevando-o em um nível de “igualdade social” com os outros instrumentos, foi o Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. A cadeira foi instituída e idealizada por Isaias Sávio, com um programa didático do 1º ao 7º ano, com obras, estudos e técnica gradativamente progressiva. Foi o passo mais importante para os Conservatórios profissionalizarem seus violonistas. Sávio formou violonistas que atuam hoje no cenário nacional e internacional como: Carlos Barbosa Lima, Paulo Bellinati, Marco Pereira, Henrique Pinto, Paulo Porto Alegre, dentre outros.
Paralelamente ao trabalho de Sávio, surgiram outros importantes métodos, que objetivavam sistematizar o ensino para o iniciante. Podemos citar: A Escola do Violão de Atílio Bernardini, Iniciação Violonística de Manoel São Marcos, Estudo Programado para Violão de Pedro Cameron, Comece a Estudar Violão pelas Cordas Soltas de Vicente Ferreira e outros métodos que são recompilações de exercícios de Tárrega.
Este grande salto qualitativo dos intérpretes e da escola violonística motivou muitos compositores não violonistas a escreverem para o instrumento como: Ascendino Teodoro Nogueira, que tem uma extensa obra para violão, com destaque para sua série de Brasilianas, o Concerto para Violão e Orquestra, que foi gravado por Geraldo Ribeiro, o Concertino para viola caipira e orquestra gravado por Carlos Barbosa Lima; Marlos Nobre que tem extensa obra dedicada ao violão, inclusive um concerto para violão e coral, Yanomani e obras para dois violões gravadas pelos Irmãos Assad; Sergio Vasconcellos Correa tem seus estudos, Sonatina e o Concerto do Agreste para violão e Cordas; Camargo Guarnieri com a peça Ponteio, Valsa-Chôro e estudo, obras de muita expressão musical; Ricardo Tauchian com uma extensa obra; Nestor de Holanda Cavalcanti com sua obra camerística, incluindo o Violão em Várias Combinações; Edmundo Vilano Cortez com obras para várias combinações, das quais destaca-se aquelas escritas para 3 violões; Radamés Gnattali com sua extensa obra camerística e solística, incluindo vários concertos, como o Concerto para dois Violões e Orquestra gravado pelo Duo Assad.
Citamos ainda os concertistas e compositores: Paulo Bellinati, Marco Pereira, Paulo Porto Alegre, Fred Schneiter, Luis Carlos Barbieri, Geraldo Ribeiro, Pedro Cameron, Douglas Lora, Sergio Assad e Egberto Gismonti com obras editadas no Brasil, Estados Unidos e Europa. Além destes, outros compositores, de maior ou menor expressão estão compondo para violão, enriquecendo sobremaneira o acervo deste instrumento.
Não podemos deixar de citar os violonistas “populares”, que por sua força expressiva legaram uma obra significativa para a música brasileira, explorando o violão de forma geralmente virtuosística e que são hoje consideradas obras de concerto. Músicos “intuitivos”, mas com rica criatividade musical, como: Dilermando Reis, João Pernambuco, Américo Jacomino (o Canhoto), Armando Neves, Nicanor Teixeira e Garoto, nosso grande Heitor Villa-Lobos, dentre outros.

sábado, 16 de agosto de 2008

Luthier - Fernando Bernardo



Depois de montar seu curso de lutheria - construção de violões - Fernando Bernardo só poderia mesmo estar com a corda toda. Aos 38 anos, o musico e luthier tijucano lota sua agenda não só com as aulas em seu atelier, mas também com manutenção e restauro de instrumentos de corda e construção artesanal de violões de sua própria marca.
Bernardo ( como é chamado pelos clientes ) começou a construir violões no atelier de Jó Nunes, renomado luthier do Rio de Janeiro, no ano de 1992. Desde então, não parou mais! Em 1995 montou o primeiro curso livre de construção de violões, tendo formado 17 alunos. Em 2002 foi contratado pela Washburn do Brasil, para desenvolver os novos protótipos de violões especiais da marca Condor, o que o levou a se mudar para Brasília. Em meados de 2003, se mudou para o interior de Goiás, ( Pirenópolis) em busca de clima e tranquilidade mais favoráveis a construção de seus novos modelos. Depois de muitos projetos e estudos de madeiras alternativas, visando alcançar uma sonoridade própria de seus violões, Bernardo voltou ao rio e inaugurou a Beluthier, Mistura de atelier e loja, onde atende o público diretamente e trabalha de frente para a vitrine. Bernardo acredita que o musico precisa ter uma relação de confiança com o seu luthier, se não existir esta cumplicidade tudo cai por terra.
Grandes nomes da música brasileira já avaliaram e aprovaram seus instrumentos, dentre eles estão: Geraldo Azevedo, Roberto Menescal, Yamandú Costa, Claudio Zoli, Williams Pereira, Herbert Vianna, Arismar do Espírito Santo, Pixinga, Adriano Giffoni, entre outros.
Bernardo diz que qualquer pequeno detalhe pode modificar tudo, por isso trabalha sempre buscando o que há de mais moderno em sua arte, está sempre antenado em novos materiais e técnicas.

A Beluthier fica na Rua Conde de Bonfim 685 Lj 217
Tijuca- Rio de Janeiro. Tel 2238-1928 / 97080777

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Bat-guitarra!



Dá só um look nesta guitarra!
Poderia ter saído do filme do Batman, mas não é bem isso.
A Abstract Guitar Company arrojou no modelo morcego.
Esta é para tocar de cabeça pra baixo!!!

Outro modelo da Abstract é a Gladiator.



Esta já é a evolução do machado, para guitarristas nervosos!
Brincadeiras a parte, até que são interessantes...

Liuteria

A liuteria é uma manifestação artística que engloba a construção e restauração, de um modo artesanal, de instrumentos de corda com caixa de ressonância, tal como o violão, viola, cavaquinho, bandolim, violino, cello, etc.

Mas não daqueles dotados de teclado.

A forma mais comum de denominar os que exercem esta profissão é de liutaio, luthier, luteiro ou lutiê.

Por generalização, o termo é utilizado para os construtores de qualquer tipo de instrumento, seja de corda, arco, sopro ou percussão. Refere-se a quem faz instrumentos.

Tais palavras tiveram origem na construção do alaúde, que em italiano se chama liuto, portanto, liutaio significa quem faz alaúdes.

Segundo Antonio Houaiss, o termo chegou à lingua portuguesa por meio da palavra francesa luthier (fabricante de instrumentos de corda), derivada da palavra luth (alaúde) mais o sufixo ier.

A melhor referência que se pode dar de liutaio é Antonio Stradivari, ou Stradivarius, como era conhecido.