domingo, 15 de fevereiro de 2009

Instalação de uma porta USB na Guitarra.

Matéria publicada na revista americana PC Magazine. Tradução: Fernando Bernardo

A primeira questão é: por que você deseja uma porta USB em uma guitarra elétrica? Simples: comodidade.

Ao colocar um pequeno codec USB em uma guitarra, você está colocando nela, uma placa de som extra.

Então, quando você grava, seu violão ou guitarra é digitalizado o sinal transmitido para o seu computador através de um cabo USB.

Você tem mais mobilidade e menos cabos. A guitarra ainda mantém todas as capacidades do padrão analógico, mas, com uma saída USB.

Este é um projeto da PC Magazine, um
exemplo de como podemos usar a tecnologia da informática a nosso favor.



Para o nosso projeto, eu selecionei uma guitarra simples e bem feita e uma interface USB.

M-Audio Micro USB fornecido com diversas interfaces para a experimentação.


Aqui a guitarra na mesa de operações.

É uma SX STL Ash, um instrumento digno e barato ($ 120) um modelo.

A Tele é o estilo de guitarra ideal para os nossos objectivos : bolt-on no braço, slotes de espaço no painel dos captadores sob o pickguard e boa espessura de borda .
Os trastes modelo jumbo trazem ótimo sustain e seu design b
astante ergonômico faz deste instrumento uma opção bastante confortável ao toque.


A interface USB tem duas entradas de 1/8 de polegada, uma para a guitarra e a outra para um headfone estéreo.

Possui um cabo curto com um plugue USB.

Abre-se facilmente apenas com as unhas e um pouco de pressão.

Tem Micronas USB com codecs pré programados para gravar um canal por vez, em uma entrada de 16 bits, taxa de amostragem de 44,1 kHz - qualidade de CD.

Ele possuí sinal de saída em ambos os canais, direito e esquerdo.




O módulo ( micro USB )se encaixa facilmente na cavidade.

O Jack de entrada normal da guitarra fica sendo a saída analógica.

O segundo Jack foi destinado a ser uma entrada auxiliar.

Eu li a documentação relativa ao Micronas chip e pensei que eu poderia colocar uma segunda guitarra ou um microfone entrando na guitarra e ter a guitarra em um canal e a voz ou o violão na segunda entrada.

Infelizmente, eu não descobrir o meu erro principalmente depois que o projeto foi acabado, ou seja, a minha guitarra tem uma desnecessária e inútil entrada a mais.

O terceiro Jack é para os headfones.

A maioria dos pequenos headfones têm 1 / 8 de polegada de entrada, mas eu achei que o meu projeto ficaria mais bem construído com 1 / 4. Prefiro usar fones de ouvido com um 1 / 4 de polegada de jack ou eu uso um adaptador de 1 / 4 para 1 / 8 .
O conector USB fêmea é da L-COM, número ECF504-12AAS.

É o menor Jack de painel que eu poderia encontrar e eu gostei do reservatório de plástico cromado.

Eu percebi que uma extensão macho-macho de 10 pés proporcionaria boa mobilidade.

Eu percebi que o mini conector USB não seria robusto o suficiente, então coloquei o maior tamanho.



Eu fiz uma linha central para guiar todos os furos e perfurei com uma broca chata de 7 / 8 de polegada.




Eu perfurei um pequeno buraco para o cabo USB e fiz com o formão, as marcações das abas do conector no corpo da guitarra.

Eu utilizei uma Dremel para limpar a parte interna.

Você tem que ser cuidadoso quando fizer este procedimento, é fácil rachar a madeira e provocar danos graves.



Eu abri a proteção da tomada USB com uma chave de fenda.

O Jack e placas de circuito deslizaram para fora da caixa.

Eu cortei o excesso de comprimento fora a placa de circuito, o que diminuiu o tamanho do espaço utilizado dentro da guitarra.



Eu marquei e removi os fios do Jack para poder colocar o módulo em seu devido lugar na guitarra, depois eu re-soldei todos outra vez, fixando o módulo fêmea em seu devido lugar.




Aqui está a placa de alumínio para dar acabamento e cobrir o resto das entradas.

Fiz a abertura retangular sobre uma furadeira de bancada, mas você pode fazer um bom trabalho perfurando os cantos e dando acabamento com lixa, para não deixar rebarbas.

Eu decidi embutir a placa, achei que era a coisa certa a fazer.




Eu usei a Dremel, com uma fresa de 1 / 8 de polegada.





Com a furadeira de bancada, eu fiz furos de 3 / 8 de polegada para os jacks.




Eu tinha originalmente pensado em eliminar jacks e soldar diretamente à Micro USB dentro da guitarra, mas decidi que os jacks não iriam sofrer qualquer problema de mal contato de conexão dentro da guitarra.

Uma liga a saída da guitarra e a outra é para o headfone estéreo.




Aqui está o painel lateral concluído - com o inútil Aux IN.

Maestro é "professor" de guitarra a laser

por Clara Maranhão

Eu conheço ao menos meia dúzia de pessoas que tentaram aprender a tocar violão ou guitarra e acabaram desistindo. Se você é um desses, vai gostar (como eu!) de um dispositivo criado pelo designer Eugene Cheong.

Chamado Maestro, o aparelho pode ser acoplado a qualquer guitarra. A idéia é a seguinte: coloque suas músicas preferidas (em MP3, Wav ou Midi) em um cartão SD, o qual será inserido no dispositivo. Então, ele converte as canções em tablaturas e, com feixes de laser, projeta no braço da guitarra as cordas que você deve tocar!

É claro que é preciso ter alguma familiaridade com o instrumento (além de um bom ouvido e um pouco de ritmo) antes de achar que poderá sair tocando seguindo as "luzinhas", mas certamente o equipamento pode dar uma boa ajuda, além de ser uma maneira simples de aumentar o repertório.

Pena que o Maestro é apenas um design sem qualquer previsão de produção comercial... Se criarem, eu compro!


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Escolhendo um instrumento na loja.

Um leitor do blog me escreveu pedindo algumas dicas sobre como escolher um bom instrumento, aqui vão algumas sugestões.
Muitas vezes o cliente chega na loja para comprar algo que nem ele mesmo sabe direito o que é, milhões de guitarras coloridas penduradas dentro de vitrines fechadas aguçam a curiosidade e o sonho de consumo dos apaixonados por música.
O preço muitas vezes norteia a qualidade na hora da escolha, mas podemos nos enganar ou sermos enganados, nem sempre o melhor neste caso pode ser o mais caro.
O fato é que as lojas estão repletas de marcas de qualidades diferentes e por isso você pode desde já começar a se perguntar: Onde foi feito este instrumento? Normalmente o vendedor diz: Na China! Só que eles melhoraram muito, agora o acabamento está perfeito. A captação tem até afinador eletrônico embutido, ou uma captação da marca xyz...
É claro que o vendedor não está ali pra te ajudar, ele está ali para vender!
Muitas vezes a loja precisa desencalhar produtos que não tiveram boa saída e dependendo do valor que você esteja pensando em gastar, isso pode ser revertido em benefício à seu favor.
Mas voltando à China... estes instrumentos são muito parecidos, principalmente dentro de uma determinada faixa de preço. Qual será a diferença entre uma guitarra de R$ 300,00 de uma determinada marca e uma de R$360,00 de outra marca concorrente? Seria uma madeira melhor? Talvez uma melhor captação? Bom! Guitarras baratas possuem captação e hardware de baixa qualidade, portanto é preciso observar se existe algum ponto de ferrugem nas partes metálicas, pontinhos brancos na cromagem podem significar um início de oxidação.
Verifique as tarrachas, afine o instrumento e veja se existe folga nos knobs, caso exista alguma folga, peça outra do mesmo modelo para confirmar se o problema está em todas ou só naquela que o vendedor pegou.
Outro ponto importante é o braço. Ele precisa estar o mais reto possível. Já vimos que o braço precisa ter certa curvatura que é regulada pelo tirante, mas as lojas recebem os instrumentos “regulados” pelos importadores e na maioria das vezes retira da caixa e pendura no stand, é claro que por conta da climatização, os instrumentos irão trabalhar e com o tempo poderão apresentar algum empeno.
Normalmente o vendedor não sabe regular o tirante (não é função dele), mas ele diz pra você que o braço não pode estar empenado porque tem tirante. Fuja! Este vai te vender até a mãe dele! Não existe isso. Quem já leu as outras postagens está vacinado contra este tipo de vendedor mal informado.
Se as cordas estiverem muito altas desconfie. Ele não vai regular o braço ou qualquer outra coisa na sua frente, até porque, ele pode danificar o instrumento.
Algumas lojas tem “luthiers/vendedores” que atendem os clientes e ainda ganham um por fora. Não sou contra, mas já presenciei alguns problemas e normalmente as lojas não se responsabilizam por qualquer dano causado ao instrumento, dá pra imaginar o motivo.
Ligue o instrumento no amplificador. Veja se cada botão está funcionando perfeitamente, sem scraths ou barulhos estranhos, toque e deixe o som soar enquanto mexe nos potenciômetros.
Verifique se o Jack fêmea faz algum ruído quando você mexe no cabo, se isto acontecer peça outro instrumento.
Verifique se existe algum trastejo, caso aconteça peça outro. Este problema de trastejo pode não ser algo grave, mas se for, pode doer na cabeça e no bolso, na ausência de alguém mais bem informado, recuse.
Veja se existe algum problema na pintura, alguma batida, manchas, arranhões, etc.
Verifique as cordas. Caso elas estejam enferrujadas, peça que troque na própria loja, afinal você está comprando um instrumento novo.
Guarde a nota, pois caso você precise reclamar com o importador ou com o fabricante, você terá em mãos um documento legal.
Se não derem desconto à vista, parcele no máximo de vezes possível, pois caso dê algum defeito você pode alegar que ainda está pagando e forçar a loja a te ajudar.
Quando comprar um instrumento novo, leve em seu Luthier de confiança e peça para ele regular todo o instrumento de acordo com o seu gosto pessoal ou da melhor forma possível. Quanto antes você fizer isto, mais rapidamente poderá reivindicar a troca do mesmo caso haja necessidade.
Dê preferência ao luthier localizado. Peça referências de outros músicos e avalie você mesmo o trabalho. Não existe unanimidade, o que é bom pro outro pode não servir pra você.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Lixadeira de disco côncavo.


Quando comecei a modificar o modelo Corcovado, incluindo curvas mais acentuadas no fundo e no tampo, precisei de uma lixadeira de disco côncavo para ajudar a gabaritar as curvas, mas eu estava sem muita grana para investir. Um dia, uma amiga resolveu se desfazer de uma máquina de lavar! Foi a chance que eu precisava.
Desmontei a máquina e fiz uma boa base, troquei as molas por esticadores de cabo de aço, fiz o domo de madeira, mandei usinar o flange e aí está.

É claro que apanhei um pouco para chegar no resultado atual, no começo se eu colocasse rodas e asas ela fatalmente voaria, mas com o tempo fui aperfeiçoando a belezura.
O importante é que funcionou!